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02/19/2025O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é fundamental para a estabilidade e funcionalidade do joelho. A reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma prática habitual na ortopedia, recomendada em situações de ruptura total ou parcial deste ligamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Neste artigo, você entenderá como identificar uma lesão no ligamento cruzado anterior e quais as opções de tratamento. Leia mais!

O que é ligamento cruzado anterior?
O ligamento cruzado anterior (LCA) é um dos principais ligamentos do joelho, encarregado de manter a articulação estável e prevenir movimentos anômalos da tíbia em relação ao fêmur. Trata-se de um ligamento robusto e maleável, formado por fibras de colágeno estruturadas que suportam elevadas tensões.
O LCA está localizado no centro do joelho, cruzando com o ligamento cruzado posterior (daí a denominação “cruzado”). Ele liga o lado posterior do fêmur (ossos da coxa) ao lado anterior da tíbia (ossos da perna).
Qual a função do LCA?
O ligamento cruzado anterior é essencial para a estabilidade e funcionalidade do joelho. A sua tarefa ultrapassa o simples ato de “segurar” a articulação; ele organiza movimentos e protege estruturas durante atividades dinâmicas.
Por exemplo, evitando que a tíbia se desloque anteriormente demais em relação ao fêmur, especialmente em movimentos que envolvem forças repentinas ou abruptas, como saltos e mudanças de direção, ou controlando a rotação do joelho, prevenindo movimentos torcionais anormais que poderiam danificar outras estruturas articulares.
Quais são os sintomas de lesão do ligamento cruzado anterior?
Detectar uma ruptura no ligamento cruzado anterior (LCA) implica na observação de sintomas particulares, geralmente ligados a uma sensação de instabilidade ou a um trauma direto na articulação do joelho. Esses são sinais de lesão no LCA:
- Estalo no instante da lesão: Sensação ou ruído de “estalo” no joelho.
- Dor forte e instantânea: Situada na parte frontal ou lateral do joelho.
- Inchaço rápido: Elevação considerável do volume do joelho em um curto período.
- Instabilidade: A impressão de que o joelho “se curva” ou “falseia”.
- Mobilidade reduzida: Restrições para dobrar ou estender o joelho.
- Fraqueza: Problema em suportar peso na perna lesionada.
Como é o diagnóstico de lesão do LCA?
O médico ortopedista realiza o diagnóstico de uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA), unindo uma análise clínica minuciosa e exames de imagem. Veja as etapas fundamentais:
Anamnese: Análise do histórico da lesão e dos sintomas associados, tais como estalido, dor, inchaço e instabilidade.
Análise física: Exames como Lachman, Gaveta Anterior e Pivot Shift avaliam a estabilidade do joelho.
Exames de imagem: A ressonância magnética confirma a lesão e analisa outras estruturas; o raio-X descarta a ocorrência de fraturas.
Essas etapas auxiliam na avaliação da severidade da lesão e no planejamento do tratamento apropriado.
Indicações para cirurgia de reconstrução do LCA
Os casos recomendados para a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) diferem conforme a severidade da lesão, os sintomas e as exigências do paciente. Essas são as principais circunstâncias onde a cirurgia é recomendada:
– Instabilidade no joelho: Pacientes que experimentam frequentemente episódios de “falseio” ou a sensação de que o joelho se dobra, o que complica atividades diárias ou esportivas.
– Lesões relacionadas: Quando ocorre uma lesão no LCA e há danos em meniscos, outros ligamentos ou cartilagem, isso eleva o perigo de complicações associadas.
– Alta demanda física: Indivíduos ou atletas ativos interessados em voltar a esportes de alto impacto ou atividades que requerem alterações abruptas de direção, pivôs ou saltos.
– Falha na abordagem conservadora: Pacientes incapazes de estabilizar o joelho através de fisioterapia e fortalecimento muscular, exibindo sintomas contínuos de instabilidade.
– Idade e estilo de vida: Normalmente recomendada para pacientes jovens ou na meia-idade que desejam manter um estilo de vida ativo, embora possa ser executada em qualquer idade, conforme a necessidade.
– Evitar lesões secundárias: Para prevenir a deterioração progressiva dos meniscos e da cartilagem (e o perigo de artrose precoce) em pacientes com instabilidade crônica.

Quais as abordagens cirúrgicas disponíveis?
A estratégia cirúrgica de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é meticulosamente organizada para restabelecer a estabilidade e a funcionalidade do joelho. Entre as principais abordagens podemos citar:
- Artroscopia
A artroscopia é o procedimento usual para a recuperação do LCA, utilizando pequenas incisões e uma câmera conhecida como artroscópio.
- Reconstrução Aberta (tradicional)
Atualmente, a reconstrução aberta não é mais realizada. Se trata de um procedimento que era feito antes dos anos 2000. Todos os casos atualmente são feitos por videoarteoscopia
- Reconstrução combinada
Empregada quando existem lesões associadas, tais como lesões nos meniscos ou outros ligamentos. Possibilita o tratamento simultâneo de todas as lesões.
- Reconstrução assistida
Os guias de imagem auxiliam na colocação precisa do enxerto.
Robótica Assistida: Em locais especializados, robôs podem ser empregados para uma precisão maior.
Importância dos enxertos na cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior:
Para a cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior, utilizamos enxertos que vão substituir o ligamento rompido. Temos diversas opções de enxerto, incluindo de banco de tecidos humanos. Os enxertos mais utilizados são do próprio paciente e podem ser retirados da coxa, do joelho ou do tornozelo. O enxerto dos tendões flexores (semitendíneo e grácil) são os mais utilizados. Fazemos um incisão na perna de aproximadamente 2cm e retiramos estes tendões que ficam por trás da coxa. Também utilizamos muito o tendão patelar e o tendão quadriceptal (reto anterior) do joelho e o tendão fibular longo do tornozelo
Etapas do processo de reabilitação pós-operatório
Após a reconstrução do LCA, o paciente é submetido a um plano de fisioterapia estruturado para recuperar a funcionalidade do joelho e se preparar para retomar as atividades físicas. Este procedimento é dividido em etapas evolutivas:
Na primeira fase (0-2 semanas), o objetivo é diminuir a dor e o inchaço, proteger o enxerto e começar a movimentação passiva e ativa do joelho. Introduzem-se exercícios isométricos para quadríceps e glúteos, juntamente com a aplicação de gelo para o controle da inflamação.
Na segunda fase (2 a 6 semanas), o foco é aprimorar a amplitude de movimento e começar um fortalecimento leve. Atividades como andar de bicicleta ergométrica sem peso e alongamentos suaves contribuem para a flexibilidade, enquanto o fortalecimento moderado favorece a estabilidade inicial.
A terceira fase (6 semanas-3 meses), é focada no desenvolvimento muscular avançado e no equilíbrio. Introduzem-se atividades funcionais, como agachamentos parciais e flexões de braço, bem como treino em superfícies instável para melhorar a percepção proprioceptiva.
Na quarta fase (3-6 meses), o paciente se prepara para tarefas mais complexas. Iniciam-se os treinos de corridas leves, saltos controlados e alterações de direção, juntamente com simulações específicas para o esporte ou atividade pretendida.
Por fim, na fase 5 (6-12 meses), a meta é a volta segura ao esporte ou atividade de grande impacto. Avaliações funcionais e exercícios intensivos específicos asseguram que o joelho está preparado para lidar com as exigências físicas.
Como é o retorno as atividades pós reconstrução do LCA?
A retomada das atividades após a reconstrução do LCA ocorre de maneira gradual e cuidadosamente planejada. Nas primeiras semanas, é permitido realizar atividades leves, como caminhadas e exercícios de baixo impacto. Por outro lado, atividades moderadas, como correr em terrenos planos, podem ter início entre 3 a 4 meses, dependendo do processo de recuperação.
Normalmente, esportes de grande impacto, como futebol e basquete, são liberados entre 8 a 12 meses. A liberação está sujeita a avaliações funcionais que avaliam a força, equilíbrio e estabilidade da articulação do joelho.
A maioria dos pacientes tem um prognóstico favorável, com aproximadamente 85% a 90% atingindo a recuperação completa. O êxito está ligado à realização da reabilitação e ao período apropriado para o retorno às atividades. A recuperação ao nível esportivo anterior à lesão é viável, porém requer paciência e dedicação.
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Com mais de 13 anos de experiência, o Dr. Bruno Sbrissia é um médico altamente qualificado, com especialização em Cirurgia do Joelho. Formado em medicina pela Faculdade Evangélica do Paraná e com residência em ortopedia no Hospital Universitário Cajuru, ele é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho (SBCJ).
Além disso, é Oficial Médico da Polícia Militar do Paraná desde 2010, o que comprova seu compromisso e expertise no atendimento a casos complexos. Entre em contato e agende sua consulta para receber um atendimento de qualidade, com experiência e cuidado especializado!



